Neste vigésimo terceiro episódio do Podcast Liberdade a Dois ajudamos-te a identificar que Tipo de Empreendedor és tu, mostramos-te como alavancar o Tipo de Empreendedor que tens menos ativo em ti, contamos-te como mesclar os quatro Tipos de Empreendedor em ti para criares resultados exponenciais no teu negócio e muito mais.

Cada empreendedor tem a sua personalidade natural, mas dependente do contexto pode usar o tipo de personalidade empreendedora que melhor o serve para:

  • Melhorar os seus resultados
  • Criar mais conexão das pessoas com o seu negócio (seja clientes, fornecedores, parceiros, etc.)
  • Ter um plano e uma direção mais clara para o seu negócio
  • Sentir-se mais realizado com o seu negócio
  • Fazer aquilo que mais gosta
  • Ter um negócio que defende uma causa importante e faça a diferença no mundo e na vida das pessoas.

Depois de ouvires este episódio ficarás com mais ferramentas para:

  • Criar um negócio que faça a diferença
  • Fazer-te sentir muito realizado
  • Encontrar a confiança para te tornares muito melhor naquilo que fazes
  • Tornar o empreendimento numa excelente oportunidade que te dê um ótimo retorno financeiro com a liberdade que desejas

Ao longo da nossa experiência de contacto direto com mais de dez mil empreendedores ao longo da nossa vida, identificámos quatro Tipos de Empreendedores:

  • Empreendedor de Missão
  • Empreendedor de Paixão
  • Empreendedor de Oportunidade
  • Empreendedor Investigativo

Na prática tu não és apenas um Tipo de Empreendedor, pois na realidade tens os quatro Tipos de Empreendedor dentro de ti.

No entanto existe um que é claramente dominante, outro que aparece muitas vezes e, por norma, outros dois que estão muito menos ativos em ti.

Não acreditamos em fórmulas mágicas, por conseguinte não acreditamos que exista o Tipo Ideal de Empreendedor.

Todos têm as suas vantagens e desvantagens.

Identificar o nosso Tipo de Empreendedor Dominante fez-nos perceber porque é que tínhamos tanto sucesso em determinadas fases das nossas atividades e tão pouco sucesso noutras, ou porque é que algo que estava a correr tão bem, sem razão aparente, começava a desmoronar como um castelo de cartas.

Conhecer bem o nosso Tipo de Empreendedor Dominante fez-nos afinar as vantagens do nosso Tipo de Empreendedor Dominante e estar atentos aos desafios que esse Tipo de Empreendedor normalmente enfrenta.

Conhecer bem os quatro Tipos de Empreendedores deu-nos a flexibilidade de modelar e usar as características do Tipo de Empreendedor que mais vantagem tem em determinada situação.

Conhecê-los bem deu-nos a flexibilidade e empatia para influenciar, ajudar e motivar qualquer pessoa, pois todos nós somos empreendedores, seja no nosso negócio, no emprego, na vida familiar, no grupo de amigos, ou em prol da comunidade.

Conhece-te a ti próprio e é bem provável que os teus resultados alavanquem.

E lembra-te que se o autoconhecimento é um forte potenciador de resultados, então porque não alavancares resultados naquilo que te faz realmente feliz?

Quando terminares de ler este artigo clica no play que está no início deste artigo para ouvires este episódio do podcast onde dissecamos cada Tipo de Empreendedor.

[Artigo Relacionado: Aumentar o negócio – Ser Empresário ou Empreendedor?]

Um assunto muito abordado neste episódio foi a questão do Propósito de vida, até porque para um determinado Tipo de Empreendedor esta questão é muito importante.

O conceito do Propósito de Vida é algo quase irresistível, razão pela qual ser muito explorado no mundo do Desenvolvimento Pessoal.

Afinal de contas se eu viver o meu propósito de vida, esta será muito mais épica, certo?

Naturalmente que para viver uma vida épica convém que o propósito seja algo grandioso, pois dificilmente vives uma vida épica se tiveres um propósito de vida ‘normal’.

Por esta lógica de ideias muitas pessoas vivem perdidas porque ainda não conseguiram encontrar esse tal de Propósito de Vida.

Se juntarmos a isto tanta comunicação que se vê por aí a enfatizar a mensagem de que «Tu TENS de descobrir e viver o teu propósito», temos os ingredientes ideais para um excelente negócio.

Ajudar-te a descobrir o teu Grande Propósito de Vida!

A questão é que os maiores filósofos da história passaram grande parte dos seus estudos em busca do sentido da vida e temos a ideia que não chegaram a grandes consensos.

No entanto aparentemente parece que agora existe uma série de gente que já descobriu isso, sendo que cada uma dessas pessoas até desenvolveu o seu próprio método para te fazer descobrir o teu Grande Propósito de Vida.

Porque é que este negócio acontece?

Pela mesma razão que todos os negócios acontecem, porque existe uma procura.

E porque é que existe uma procura?

Porque até agora não existe nenhum filósofo, psicólogo, líder religioso, ou coach que te consiga assegurar de uma forma intelectualmente honesta qual é o teu Propósito de Vida.

A única coisa que te entregam são as suas e as tuas construções mentais.

A única classe de profissionais que até agora o conseguiu fazer foram os biólogos ao indicar que o Propósito de Vida de qualquer espécie é assegurar a continuidade da mesma.

E porque é que as pessoas simplesmente não aceitam a resposta que os biólogos nos deram e desfrutam a vida que lhes foi presenteada?

Talvez porque essa resposta nos leva à nossa irrelevância e o nosso ego tem uma enorme dificuldade em acreditar que afinal de contas não somos assim tão importantes.

Gostamos muito de olhar para a nossa história vista pela primeira pessoa, ou no máximo, pela segunda pessoa, pois mesmo quando o fazemos na terceira posição perceptual, tendemos a fazê-lo associados.

Mas se nos afastarmos mentalmente para um ponto muito alto e tivermos uma mente aberta e humilde tendemos a perceber que na prática não passamos de meros mamíferos que, apesar de termos uma capacidade cognitiva superior e sermos todos seres únicos, acabamos por tomar as nossas decisões tendo por base esse mesmo Propósito de Vida.

Se tomares consciência da história do nosso planeta, facilmente verás que somos meros mamíferos irrelevantes com a petulância de acreditar que criam um real impacto no mundo.

E tendo por base essa petulância que está montado o negócio da tua salvação.

Mal sabendo tu que essa ‘salvação’ pode ser a tua prisão, pois provavelmente é quanto aceitas a tua irrelevância que te tornas mais livre.

É interessante procurar propósitos e perceberes o propósito das coisas, pois isso dá-te foco, inspiração, ajuda na estratégia, aumenta a tua resiliência, alavanca resultados, e muito mais.

Mas daí a achares que isso (seja isso o que for) é o teu Propósito de Vida, talvez seja um pouco de mais…

Diria até mesmo, um pouco limitativo…

Imagina que um dia te interessas com a mesma intensidade, ou até mesmo maior, por outra coisa?

E aí, o que é que acontece?

Vais deixar de viver esse teu Propósito de Vida por essa coisa nova?

Ou vais precisar que um Guru te valide que este agora é que é o teu Real Propósito de Vida?

Agora assim de repente esta história do Propósito de Vida tornou-se um bocado limitativa, não foi?

O Auto Merecimento

Existe um Tipo de Empreendedor que tende a estudar muito, a obter muita informação até se decidir em que negócio quer entrar. Este tipo de pessoas parecem muito indecisas.

É comum que depois de estudarem imenso cheguem à conclusão que afinal aquele não é o negócio ideal.

Outras vezes começam um negócio, mas passado algum tempo abandonam-no porque afinal não é bem aquilo que queriam ou simplesmente perdem o interesse.

É também muito usual não acharem que estão suficientemente preparados, ou têm conhecimentos suficientes, para poder realmente avançar.

Também há aqueles que hesitam ou passam a vida a saltar de negócio em negócio porque não têm a certeza se este é o negócio ideal, ou então descobriram uma coisa nova, uma novidade, uma micro-tendência, algo que ainda ninguém viu e saltam do empreendimento que estavam para dedicarem-se ao estudo desta novidade.

Com o passar dos anos é muito comum este tipo de pessoas terem uma enorme bagagem de conhecimento em diversas áreas, mas muito pouco resultado prático.

Algumas pessoas olham dez anos para trás e percebem que um número imenso de negócios ou tendências que se provaram gerar um enorme retorno já tinha sido estudado por eles muito antes dos atuais ‘gurus’ saberem que estas existiram.

A questão é que os Gurus de agora, ou seja, as pessoas agora são consideradas como os pioneiros ou as pessoas de referencia nessa determinada área, apaixonaram-se pela ideia ou acharam que essa ideia fazia sentido para a sua missão de vida, ou simplesmente acharam que era uma excelente oportunidade.

Então elas estudaram, desenharam a sua Grande Visão, desenharam uma estratégia, criaram vários planos, reuniram recursos e aliados e entraram em ação massiva.

Porque razão essas pessoas têm uma extrema necessidade de validação de viabilidade de sucesso desses empreendimentos, sobretudo quando estamos a falar de negócios disruptivos, ou seja, algo que ainda ninguém fez.

Mas se ainda ninguém fez, ainda não há provas que vai dar certo, boa?

Então a questão que eu deixo aqui no ar é:

Será que os incrédulos têm muita dificuldade em acreditar no sucesso do negócio, ou será que o que eles têm dificuldade em acreditar é que eles irão ter sucesso no negócio?

A questão aqui tende a ser uma auto-estima pouco saudável e um baixo auto-merecimento.

Repara, se eu tiver uma auto-estima pouco saudável e inconscientemente não me achar merecedor então, tal como explique no artigo sobre a metáfora, o inconsciente não suporta incongruências, pois uma incongruência pode custar-nos a vida.

Na selva, na savana, na pradaria, seja onde for, se algo não bate certo significa que está na hora de fugir.

Da mesma forma que mesmo que tu não tenhas treino em comunicação não verbal, ou em micros-expressões (que é uma disciplina da comunicação não verbal), o teu inconsciente consegue detetar quando está a acontecer uma incongruência com o teu interlocutor.

Se não fores uma pessoa treinada, tendes a dizer «há qualquer coisa aqui de errado», «não me cheira bem», «parece que a minha intuição está-me a dizer que não devo confiar nesta pessoa», etc.

A questão é que a maioria de nós foi educada a não confiar na sua intuição e nos seus instintos desde pequena, aprofundei isto no episódio 2 «o que é o Empreendedorismo».

Então apesar do inconsciente que deteta incongruências e enviar sinais ao consciente, este não vê razões lógicas para validar a informação enviada pelo inconsciente.

Isto porque desde criança que fomos muito bem ensinados pelos pais e restantes adultos que a nossa intuição e os nossos instintos estão errados.

Sugiro mesmo que ouças o Episódio 2 para perceberes como é que fizeram isso contigo e como é que tu provavelmente estás a fazer isso com as crianças à tua volta.

Mas voltando ao assunto, então a pessoa tende a ignorar esses sinais e muitas vezes dizer depois coisas do género: «eu bem estava a ver que havia qualquer coisa de errado, devia ter dado ouvidos à minha intuição», etc.

Então, por uma questão de sobrevivência o nosso inconsciente não tolera incongruências, sendo que ele não faz qualquer distinção.

Se é uma incongruência, então pode por em risco a nossa sobrevivência, se põe em risco a minha sobrevivência, esta incongruência tem de ser resolvida.

Se quiseres saber mais sobre este assunto lê o artigo sobre a metáfora «Chegar a Lado Nenhum», pois ele explora muito bem isso.

Como tens lá esse artigo que explica esta questão, não vale a pena ocuparmos mais tempo aqui com isto, na prática neste caso funciona da seguinte forma:

• O inconsciente acredita que o empreendedor não merece ter sucesso.

• O empreendedor está a estudar um novo negócio e este parece ter tudo para ter sucesso.

• Se o negócio tem tudo para ter sucesso, então a pessoa irá ter sucesso.

• Se a pessoa acredita inconscientemente que não merece ter sucesso e descobriu aquele negócio, então é porque há algo de errado com ele, caso contrário não seria ela que teria descoberto aquele negócio ou oportunidade e sim uma daquelas pessoas que ela acredita merecem ter sucesso.

• Então se há algo de errado com aquele negócio e ainda não foi encontrado o erro, é porque é necessário analisar mais e melhor até encontrá-lo.

• Se nunca encontrar o erro, tendo em consideração que a pessoa acredita inconscientemente que não merece ter sucesso, então o inconsciente usa outra das inúmeras ferramentas que tem ao seu dispor.

Pode ser a auto-sabotagem, ou pode ser o «interessei-me por uma coisa nova enquanto estava a estudar isto e esta coisa nova é muito mais interessante», ou outra neuroestratégia qualquer.

E começa novamente um novo caminho para chegar a lado nenhum.

É por esta e por outras que eu costumo dizer que uma boa metáfora, ouvida repetidamente antes de dormir pode mudar vidas.

Portanto, se por acaso reconheces um padrão na tua vida de estar sempre a caminhar ou a correr para chegar a lado nenhum, reitero o convite para clicares neste link e leres o artigo e ouvires a metáfora durante uma semana ou duas antes de dormir.

Estar em Causa ou em Efeito?

Depois de ouvires este episódio, irás perceber que um dos pontos mais fortes do Tipo de Empreendedor de Missão é que ele rapidamente passa de estar em modo Efeito para se colocar em Causa e isso é muito poderoso.

Quando estás em Efeito, tal como a terminologia indica, és o efeito daquilo que acontece à tua volta, simplificando, és o efeito das circunstâncias.

Isto significa que as coisas tendem a acontecer-te devido às medidas do governo, do teu chefe, dos teus colegas, dos teus alunos, dos teus professores, da tua cara metade, dos teus filhos, da tua sogra, etc.

O processo é simples, acontecem coisas e essas coisas geram um resultado.

Mediante o significado que atribuis a esse resultado tendes a ficar feliz e motivado se o significado atribuído foi positivo para ti, ou a ficares triste e/ou desmotivado se o significado atribuído foi negativo para ti.

Pessoas em Efeito tendem a dizer coisas como:

«Com este governo não se consegue ir a lado nenhum…»

«Com o este filho/aluno não dá, pois já disse mil vezes para não fazer isto e continua a fazer.»

«Com esta situação económica não é possível aumentar os lucros da empresa.»

«A minha sogra vai acabar com o meu casamento.»

Em suma, coisas acontecem e isso dita o teu presente e futuro. Enquanto essas circunstâncias se mantiverem, dificilmente o teu futuro irá melhorar.

Isto significa que tens muito pouco poder, pois se tu és o efeito daquilo que te acontece, então quem tem o poder é quem provoca aquilo que te acontece e não tu.

Por outro lado, quando tu te colocas em Causa tendes a colocar questões mais possibilitadoras, como por exemplo:

«O que é que eu preciso de ser para conseguir que aconteça aquilo que eu quero, apesar destas circunstâncias?»

«O que é que eu preciso de fazer para conseguir que aconteça aquilo que eu quero, apesar destas circunstâncias?»

«O que é que eu preciso de ter para conseguir que aconteça aquilo que eu quero, apesar destas circunstâncias?»

Repara que não é independentemente das circunstâncias ou condicionantes, mas sim apesar das circunstâncias.

Quando te colocas em Causa tendes a resgatar o teu poder pessoal, pois ao te colocares a questão:

«O que é que eu preciso de (qualquer coisa) para conseguir que aconteça aquilo que eu quero apesar destas circunstâncias?»

Significa que estás a assumir que ao conseguires essa ‘qualquer coisa’, irá acontecer aquilo que tu queres, apesar dessas circunstâncias desfavoráveis.

Então neste caso quem é que tem o poder?

A pessoa que precisa de (qualquer coisa) para conseguir que aconteça aquilo que ele quer, apesar dessas circunstâncias desfavoráveis.

Quem é essa pessoa?

És tu!

Então quem é que tem o poder?…

😉

Será que devemos estar sempre em causa?

Claro que não, mas isso dava conversa suficiente para outro episódio…

😉

Clica no play no início deste artigo e aproveita ao máximo este episódio que fizemos com muito carinho para ti.

Em cada episódio, vamos trazer-te as melhores dicas, estratégias e recursos, para que possas tomar decisões mais inspiradas para a tua vida e começar ou continuar a criar a tua própria liberdade.

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Sónia & António

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