Neste décimo primeiro episódio do Podcast Liberdade a Dois falámos sobre como parar de falhar com os compromissos, sobretudo connosco.

Uma crise de compromisso tende a gerar uma crise de confiança.

Quase todos nós temos atenção à nossa palavra e compromissos para com os outros, mas e connosco?

Será que sempre temos esse mesmo cuidado de assumir os compromissos connosco?

O que é que a nossa autoconfiança tem a ver com os compromissos que fazemos connosco?

Estas e outras questões foram exploradas neste episódio do podcast e ainda te entregámos algumas estratégias para parar de falhar com os compromissos contigo mesmo e também com os outros para assim ajudar a aumentar a tua confiança em ti mesmo.

Aqui fica um breve resumo.

No episódio #7 [ link ] falamos sobre um compromisso que o António tinha feito com ele próprio de correr às seis da manhã e que ele não conseguiu cumprir, o que significa que ele falhou com esse compromisso.

O que é que acontece se uma pessoa faz um compromisso contigo e falha?

Provavelmente irás perder a confiança nessa pessoa, ou pelo menos, essa confiança irá baixar bastante, certo?

Afinal de contas essa experiência leva-te a concluir que não podes confiar nessa pessoa, certo?

Quanto tu falhas com compromissos contigo mesmo acontece a mesma coisa, ou seja, tu deixas de confiar nessa pessoa.

Só que neste caso quem é a pessoa? 😉

Neste momento que muitos vivemos de confinamento, é uma excelente oportunidade para termos tempo para nós, trabalhar na nossa mentalidade e começar a assumir compromissos connosco e assim parar de falhar esses mesmos compromissos.

Já havíamos falados um pouco sobre isto no episódio #3 [ link ], onde  onde recomendámos o livro “Mindset” da Dra. Carol Dweck, uma investigadora da Universidade de Stanford na Inglaterra.

Se tens uma mentalidade fixa, dificilmente terás sucesso em projectos maiores e conseguirás realizar planos de longo prazo, pelo que também dificilmente conseguirás ter sucesso como empreendedor.

Segundo a Dra Carol Dwek, as pessoas de mentalidade fixa detestam que suas inteligências sejam postas à prova diante de falhas e erros, pelo que procuram actividades que possam ter resolução rápida, ou mesmo imediata e tudo que leve tempo a ser concluído é algo que tendencialmente colocam de lado e não executam.

Por isso, estas pessoas têm fraca capacidade de sonhar grande construir planos de médio e longo prazo, porque não suportam enfrentar fracassos e superá-los.

Provavelmente desenvolvemos este tipo de mentalidade desde cedo, quando estávamos na escola, onde o objectivo era a próxima nota e quando estudávamos para passar mas não conseguíamos, sentíamos que estávamos a chegar a lugar nenhum.

Essa é uma das razões para o ensino tradicional estar cada vez mais a deixar de fazer sentido, pois a estrutura de ouvir » decorar » regurgitar na prova tende a aprisionar-nos na tirania do agora, onde o que importa é tirar uma boa nota agora, passar agora, o que tende a levar-nos a não olhar para o global, para um plano maior

Esta estrutura obcecada em resultados e rankings escolares faz com que as crianças percebam que o mais importante não é aprender e sim ter bons resultados na prova.

Dedicar tempo a perceber o porquê das coisas, ter pensamento critico é, na prática, perder tempo que será mais bem investido (uma vez que tende a dar mais resultados na próxima prova) se o aluno simplesmente aceitar como verdade tudo aquilo que lhe disserem, decorar e regurgitar na prova.

Tem mais sucesso e por conseguinte mais reconhecimento aquele que regurgita informação do que aquele que procura conhecimento.

Nesse sentido é importante estar atentos aos nossos filhos, para ajuda-los desde cedo a que se prepararem para ser pessoas realizadas no futuro, pois a experiência escolar frequentemente os molda para uma mentalidade fixa, que não é nada propicia a realizações maiores.

Podemos ensina-los que quando não conseguem atingir determinada meta isso apenas significa que ainda não conseguiram, mas que com persistência vão conseguir alcançar.

O grande diferencial destas pessoas é que elas toleram bem o “Ainda Não“.

Ainda não consegui, desta vez ainda não obtive o que queria, mas isto significa apenas que necessito de mais tempo e persistência para chegar ao objectivo, não que não é possível.

A ciência comprovou assim que existe outro tipo de pessoa, que são as de mindset ou mentalidade de crescimento.

Estas pessoas, enchem-se de energia perante um obstáculo e não descansam enquanto não os superam, totalmente diferentes das pessoas de mentalidade fixa que ficam travadas e geralmente desistem perante obstáculos mais difíceis de ultrapassar.

As pessoas de mentalidade de crescimento, desenvolvem continuamente habilidades novas através do esforço continuo, porque acreditam que superar dificuldades, faz parte do processo para triunfarem.

Elas estão continuamente a aprender, tentar, corrigir e melhorar e tendem a não parar até que alcancem o que desejam. Por isso elas não têm receio de sonhar grande.

Durante o episódio do podcast fomos-te passando várias estratégias para parar de falhar com os compromissos contigo mesmo, pois acreditamos que é importante parar de falhar com qualquer compromisso, sobretudo contigo mesmo.

Paradoxalmente é importante que estejas disposto a falhar em estabelecer compromissos, incluindo contigo mesmo.

Quando estás disposto a falhar significa que estás disposto a tentar, a fazer tudo o que for necessário para conseguir, incluindo até mesmo falhar as vezes que forem necessárias para conseguir.

Existe uma cultura de não falhanço que tende a levar-nos para o conforto de não fazer nada, se ser um mero espectador, um treinador de bancada.

Tendemos a ter uma opinião muito sofisticada sobre tudo e sobre todos, mas fazemos muito pouco.

Esta cultura leva-nos a fazer apenas aquilo que temos a certeza que iremos ser bem-sucedidos e isso faz-nos fazer apenas o normal, o expectável.

Sabes que precisas de emagrecer 20 quilos mas dizes que vais perder 10…

Gostavas de fazer crescer o teu negócio para o dobro mas fazes um plano para crescer 5%…

Gostavas de ser milionário, mas fazes de tudo para manteres o emprego.

Dificilmente farás o extraordinário se não estiveres disposto a falhar.

Explorámos muito este conceito de falhar na entrevista que fizemos ao Pedro Chagas Freitas, um escritor que esteve mais de nove anos a falhar até ter a ‘sorte’ de se tornar o escritor português mais bem-sucedido da actualidade, com mais de 1 milhão de livros vendidos.

Clica no play no início deste artigo e aproveita ao máximo este conteúdo que criamos com muito carinho para ti.

Em cada episódio, vamos trazer-te as melhores dicas, estratégias e recursos, para que possas tomar decisões mais inspiradas para a tua vida e começar ou continuar a criar a tua própria liberdade.

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