Neste décimo terceiro episódio do Podcast Liberdade a Dois o António decidiu criar uma metáfora.

O que é uma metáfora?

Tecnicamente uma metáfora é uma figura de linguagem, ou um recurso expressivo que trabalha com os traços semânticos comuns entre duas ideias produzindo assim sentidos figurados por meio de comparações.

Qual a razão que levou o António a criar uma metáfora para o Podcast Liberdade a Dois?

Porque vivemos tempos diferentes, bastante especiais até.

No meio de tanto caos, mudanças, informação e até desinformação, será que tem sobrado um momento para realmente parar e pensar pela própria cabeça, sem condicionamentos externos?

Como o nosso valor principal é a liberdade e neste momento ouvimos tantas pessoas manifestar que se sentem tolhidas da sua, foi exactamente isso que te quisemos trazer na forma de uma metáfora…

Um pouco mais de liberdade mesmo enquanto continuas fechado, ou mesmo ‘preso’ dentro de casa e pior do que isso, preso dentro do medo que te incutiram.

Qual o poder das metáforas e qual a eficácia das metáforas para levar-te a resolver um determinado problema?

As metáforas, quando aplicadas neste contexto, são uma poderosa ferramenta de Programação Neurolinguística que deixam espaço para que cada um de nós encontre o seu meio de compreender algo através dos seus próprios recursos.

O objectivo será despertar a atenção do inconsciente do ouvinte, activando-o assim de uma forma bastante elevada e como o nosso inconsciente tem incomparavelmente mais recursos disponíveis que o nosso consciente, isso tende a produzir resultados extremamente interessantes.

Hum… Isto está a ficar muito técnico, não está?

Então talvez o melhor será explicar-te através de uma metáfora… 😉

Não te preocupes que irá ser uma metáfora simples e explicada (coisa que não se deve fazer num processo terapêutico, mais isso fica mais para a frente), só mesmo para te ajudar a perceber melhor a explicação.

Imagina que a mente é uma caverna muito grande e profunda.

À porta da caverna tens um guarda que decide quem e o quê deve entrar para a primeira câmara (o consciente). Essas decisões são baseadas naquilo que de acordo com as suas crenças e valores ele acha que é o melhor para a sobrevivência e manutenção da caverna.

Esta primeira grande câmara vai ter a uma série de outras câmaras mais pequenas, cada uma com o seu guardião que guarda a entrada da sua câmara decidindo também ele quem e o quê deve entrar na sua câmara.

Todas essas câmaras vão ter a um túnel extremamente longo e profundo que vai levar um imenso mundo subterrâneo extremamente complexo (o inconsciente) e com milhões e milhões de câmaras, sendo que cada uma tem o seu guarda à porta e como já deves ter percebido todos eles têm o mesmo propósito, decidir quem e o quê deve entrar na sua câmara.

Para aumentar ainda mais a dificuldade em aceder a essas câmaras, quando mais profunda estiver a câmara mais tropa de elite e intransigente é esse guardião.

Qual é o objectivo de uma caverna tão grande e profunda e protegida por tantos guardas?

O objectivo é guardar toda a informação relativa a todos os eventos que aconteceram na tua vida (e não só 😉) e defender a conclusão retirada desse evento, ou seja, se o guarda acredita que esse evento gerou algo positivo para a sobrevivência e manutenção da caverna, então ele tende a generalizar eventos parecidos com este e sugerir vivamente um comportamento semelhante ao que aconteceu nesse evento para gerar um resultado semelhante ao que foi gerado nesse exemplo, independentemente se esse processo causa/efeito seja pouco ecológico ou tenha resultados menos positivos no longo prazo.

Por outro lado, se o guarda acredita que esse evento gerou algo negativo para a sobrevivência e manutenção da caverna, então ele tende a generalizar eventos parecidos com este e sugerir as mais variadas estratégias para evitar um comportamento semelhante ao que aconteceu nesse evento para assim evitar um resultado semelhante ao que foi gerado.

Exemplo Simples 1: O João tinha um familiar obcecado em poupar dinheiro e não aproveitava os prazeres da vida porque todo o dinheiro que sobrava era destinado para a poupança.

Passado alguns anos alguém da família que era muito querido ao João teve um problema de saúde e só foi possível ultrapassá-lo graças ao dinheiro que havia sido poupado pelo tal familiar obcecado na poupança, salvando-lhe assim a vida.

Com o passar do tempo este evento fica guardado numa câmara muito profunda da caverna e o guarda ao ter concluído que obsessão em poupar dinheiro pode salvar a vida de quem amamos, defende este evento com a sua causa/efeito com unhas e dentes e não se distrai dessa defesa com qualquer argumento lógico que lhe tente mostrar que funcionar sempre nessa causa/feito pode em alguns casos não ser a melhor opção.

Exemplo Simples 2: A Ana tinha um familiar obcecado em poupar dinheiro e não aproveitava os prazeres da vida porque todo o dinheiro que sobrava era destinado para a poupança.

Passado alguns anos antes de morrer passa o tempo a lamentar-se que esteve a vida toda a poupar dinheiro, o que significou uma existência sofrida, pouco aproveitada e agora acredita que os seus herdeiros irão rapidamente derreter todo o seu dinheiro em prazeres aos quais ele se negou a vida toda.

Com o passar do tempo este evento fica guardado numa câmara muito profunda da sua caverna e o guardião ao ter concluído que obsessão em poupar dinheiro resulta numa existência desperdiçada e de sofrimento para entregar o resultado dos sacrifícios de uma vida a quem não o merece nem sequer dá valor, defende então este evento com a sua causa/efeito com unhas e dentes e não se distrai dessa defesa com qualquer argumento lógico que lhe tente mostrar que funcionar sempre nessa causa/feito pode em alguns casos não ser a melhor opção.

Nota: Estes exemplos são muito simples e meramente explicativos, o processo funciona de uma forma incomparavelmente mais complexa que isto, ok?

A ideia aqui é só perceberes a mecânica e é essa mecânica que tende a fazer com que apesar de precisares de dinheiro podes ser uma daquelas pessoas que está sempre em constante auto-sabotagem relativamente a tudo o que faça com que a abundância financeira entre na sua vida.

Também podes ser uma daquelas pessoas que apesar de querer ter um relacionamento sincero com o amor da sua vida, criou uma personagem para mais facilmente conquistar essa pessoa e agora lamenta-se que ela não a aceita como ela realmente é.

Por outro lado podes ser uma daquelas pessoas que sonhava ter um relacionamento leve, cumplicie e saudável como os seus filhos, mas acredita que por amor tem de impor disciplina, regras, autoridade e que um dia quando estes forem mais velhos irão agradecer-lhe.

Claro que também podes ser uma daquelas pessoas que… Bem, acho que já percebeste a ideia. 😉

Então imagina que alguém chega ao pé do guarda do João e começa a tentar entrar nessa câmara ou a gritar de fora que ser obcecado em poupar dinheiro pode levar a uma existência só e vazia de experiências, o que pode levar a um final de vida cheio de frustrações e arrependimentos.

Então o guardião daquela câmara bloqueia e elimina imediatamente esse intruso sem dó nem piedade, uma vez que percebeu que este estava a tentar por em causa a ordem correcta da vida na sua câmara.

Imaginemos também que alguém chega ao pé do guarda da Ana e começa a tentar entrar nessa câmara ou a gritar de fora que viver na lógica do ganhou/gastou e que viver constantemente a aproveitar todos os prazeres que a vida nos oferece pode levar a uma existência pouco segura e que se acontecer um imprevisto, essa forma de pensar e de viver pode, limitar a qualidade e a duração da própria vida.

Pela mesma lógica também este guardião irá bloquear e eliminar imediatamente esse intruso sem dó nem piedade, pois, tal como o outro guarda, também este percebeu que estavam a tentar por em causa a ordem correcta da vida na sua câmara.

Mas se alguém chegar ao inicio da gruta e for contando uma história, os guardas vão ficando curiosos, então ficam a ouvi-la e deixam o inofensivo contador de histórias contar a sua metáfora na gruta seguinte e desta forma os guardiões deixam que essa estória se faça ouvir nas cavernas mais profundas da sua mente.

Uma metáfora bem aplicada pode motivar-te, inspirar-te, levar-te a agir, fazer-te pensar e encontrar as respostas que tu necessitas para resolver um determinado tema.

Uma metáfora bem aplicada não deve ser explicada, pois se isso for feito o que está a acontecer nesse momento é que o emissor estará a impor o seu mapa mundo, a sua visão da metáfora, ou pior, a sua agenda, ao receptor e isso limita a escolha ao receptor. 

Ao limitar a escolha a quem ouve a metáfora, está a limitar a sua liberdade.

Uma metáfora bem aplicada não termina com perguntas, pois perguntas após uma metáfora não são mais do que uma imposição dissimulada do mapa mundo do emissor, da sua visão da metáfora, ou pior, a sua agenda e isso limita a escolha ao receptor.

Acreditamos que um dos objectivos principais de uma metáfora numa prática limpa de Programação Neurolinguística deve ser o de aumentar a escolha do receptor e nunca guiar para uma escolha previamente definida. 

Uma metáfora bem aplicada nem sequer tem de fazer sentido para o consciente do receptor, pois o que interessa é despertar a atenção do inconsciente do ouvinte, activando-o de uma forma bastante elevada para assim motivá-lo, inspira-lo, leva-lo a agir, fazê-lo pensar e encontrar as respostas que necessita para resolver um determinado tema.

Estes resultados podem ser imediatos ou levar meses a acontecer, depende de inúmeros factores, no entanto independentemente do tempo que demorar o tema em questão tende a ficar resolvido, seja porque a pessoa por magia encontrou uma solução, seja porque passou a ver a questão de outro prisma, ou porque, por magia esse tema em questão deixou de ser tão importante para o receptor.

Existem metáforas simples que têm apenas uma estória e metáforas complexas que têm várias estórias dentro da estória e se quiseres tornar a coisa mais interessante, podes entrelaçar várias metáforas dentro a mesma metáfora. 

Convido-te a ouvires esta metáfora atentamente, pois contem várias metáforas entrelaçadas e, se fizer sentido para ti, ouvi-la várias vezes (idealmente antes de dormir), pois ao fazê-lo talvez encontres respostas diferentes e ou talvez comeces a fazer perguntas diferentes e logo a obter outras respostas diferentes também.

É muito provável que quanto mais vezes ouvires esta metáfora mais magia comece a acontecer na tua vida… Mas isso só poderás saber se ouvires.

Então procura um sítio confortável, relaxa e ouve…. Porque o António vai falar-te sobre… O Óscar.

Clica no play no início deste artigo e aproveita ao máximo este conteúdo que criamos com muito carinho para ti.

Em cada episódio, vamos trazer-te as melhores dicas, estratégias e recursos, para que possas tomar decisões mais inspiradas para a tua vida e começar ou continuar a criar a tua própria liberdade.

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Sónia & António

Musica de Genérico – Elevation de Joseph McDade  

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